A arte pela arte: um guia completo para visitar o MoMA

MoMa Nova York

Os sucessos continuam chegando ao MoMA, o principal repositório de arte moderna de Nova York. É aqui que você pode admirar tudo, desde obras imperdíveis como As nenúfares, de Monet, Noite estrelada, de Van Gogh e Latas de sopa Campbell, de Warhol, até obras-primas esculturais menos conhecidas, filmes e fotografias instigantes e uma lista em constante mudança de exposições especialmente com curadoria. Usamos o The New York Pass® neste local imperdível no centro de Manhattan e compartilhamos aqui todas as informações sobre os destaques imperdíveis da coleção, além de opções de comida e bebida, itens indispensáveis na loja de presentes e muito mais. Aficionados por arte, essa é para vocês...

E o QUe É o MoMA?

 

Caso você não esteja prestando tanta atenção, MoMA é a versão curta do nome Museu de Arte Moderna, um marco da Midtown Manhattan e o lar de algumas das obras de arte mais importantes do século XIX até os dias de hoje. Impressionistas, Cubistas, Surrealistas, Futuristas, Expressionistas Abstratos, Artistas Pop... você encontrará todos eles por aqui.

Em sua história de quase cem anos, o MoMA reuniu uma coleção de mais 200 mil impressões, pinturas, fotografias, esculturas e outros trabalhos de design e arquitetura, tendo apresentados exposições grandiosas de Francis Bacon, Pier Paolo e Frank Lloyd Wright. Em outras palavras, em uma cidade conhecida por ter museus de arte excepcionais (como o Met, Guggenheim e Whitney), o MoMA se ergue no topo. Bem, na verdade, ele se ergue em seus seis andares de impressionantes obras de arte.

Quero boas razões para visitar o MoMA

 

Marcel Duchamp, figura surrealista do MoMA, considerava toda a arte subjetiva, acreditando que o espectador individual desempenha um papel tão importante no processo criativo quanto o artista. Portanto, não parece apropriado dizer quais são as “melhores” obras de arte da coleção, mas aqui estão algumas das nossas favoritas que você não vai querer perder.

  • Roda de bicicleta de Duchamp. Que melhor lugar para começar do que com o próprio Duchamp? Mas será que é “arte” ou apenas uma roda de bicicleta presa ao assento de um banco? Isso você decide. Só não tente sentar nela. Nem andar nela. Você será convidado a se retirar.
  • Noite Estrelada, de Van Gogh. Uma obra de arte estelar. Se você não conseguir tirar uma foto nítida por causa da constelação de cabeças na frente dela, não deixe de comprar um cartão postal ou uma impressão (ou caneca, chaveiro ou sacola) na loja de presentes.
  • Escada Bauhaus, de Oskar Schlemmer. Pintada em 1932 em desafio à perseguição nazista a artistas e estudantes da escola Bauhaus, esta obra instigante está exposta na escadaria Bauhaus do MoMA, entre o primeiro e o segundo andares.
  • Latas de sopa Campbell's, de Warhol. Você gosta de sopa? Então está com sorte. O comentário icônico de Warhol sobre a cultura de consumo e a produção em massa — com todos os 32 sabores individuais — está exposto no 4º andar.
  • A Persistência da Memória, de Dalí. Apesar das inúmeras paródias ao longo dos anos, o poder da obra-prima de Dalí, com relógios derretidos em uma paisagem surreal (que em suas próprias palavras é “um camembert do tempo”, nunca diminuiu). É por isso que a pintura está em exibição aqui no MoMA desde que foi adquirida, em 1934.

E como eu chego lá?

 

Você encontrará o MoMA na West 53rd Street, em Midtown Manhattan, entre a Quinta e a Sexta Avenidas, a apenas alguns quarteirões ao sul do Central Park.

Ônibus: pegue a rota Downtown até a parada 18 ou a rota Uptown até a parada 27, 29 ou 30.

Metrô: pegue o trem E ou M até a estação Fifth Avenue/53rd Street.

Como entro na atração usando o The New York Pass®?

moma nova york

Entrar é muito fácil. Não é necessário reservar com antecedência; basta entrar, entregar suas bolsas para uma rápida revista e digitalizar seu passe em um dos terminais de autoatendimento. Você receberá um ingresso para apresentar na entrada da galeria. Observe que pode ser necessário esperar na fila nos horários de maior movimento.

Nossa dica? Evite a correria da manhã e apareça à tarde (geralmente muito mais tranquila). Aqui vai outra dica: conecte-se ao WiFi gratuito para acessar o mapa digital e os guias de áudio do MoMA; é muito fácil se perder no labirinto de galerias (ok, admitimos, nós nos perdemos), então essa é uma dica óbvia se você quiser evitar o mesmo destino ignominioso que nós. É claro que você também pode pedir aos simpáticos funcionários e voluntários para lhe indicarem a direção certa. Afinal, é um lugar ENORME.

Seu The New York Pass® não serve apenas para acessar o MoMA, sabia? À medida que você for riscando mais e mais itens da sua lista de coisas para fazer em Nova York usando o passe, visitando mais atrações, você economizará mais. Os amantes da arte podem continuar suas odisseias no MoMA PS1, no Queens, ou no imponente Met, ou explorando a coleção do Whitney de grandes nomes americanos. Depois, há outras obras de arte icônicas de Nova York: a Estátua da Liberdade, o Empire State Building e, bem, poderíamos continuar, mas você também pode simplesmente navegar pelo The New York Pass® e suas muitas atrações clicando aqui.

Quero saber o que mais posso ver no MoMA

 

Claro. São seis níveis principais para explorar, sendo que a maior parte das atrações mais disputadas fica nos andares 4 e 5. É ali que estão os grandes nomes da arte dos séculos XIX e XX: Pollock, Picasso, Rothko, Kahlo e companhia. Por isso mesmo, esses andares costumam ser bem mais movimentados do que os outros. Vamos detalhar melhor cada um deles.

No 5º andar: anos 1880 a 1940

Se a sua ideia é ver o maior número possível de obras modernas imediatamente reconhecíveis, direcione seu cavalete direto para o andar 5. Há uma sala inteira dedicada ao universo colorido de Matisse, além de um mergulho profundo no cubismo, com Picasso e Georges Braque, uma bela coleção de abstrações de Brâncuși e alguns Cézannes simplesmente impecáveis.

Entre os grandes destaques estão Water Lilies, de Monet, Starry Night, de Van Gogh, Les Demoiselles d’Avignon, de Picasso, e Self-Portrait with Cropped Hair, de Frida Kahlo.

No 4º andar: anos 1950 a 1970

Aqui o foco é a geração do pós-guerra. Você encontra uma sala dedicada a Rothko, repleta de suas telas monumentais e campos de cor intensos. Há esculturas impressionantes e murais de grandes proporções assinados por artistas como Joel Shapiro e James Rosenquist. É também neste andar que você mata a vontade de ver obras de Warhol, Pollock, Rauschenberg e Yoko Ono, além de garantir algumas das fotos mais vibrantes e instagramáveis do museu.

Os destaques da coleção pós-guerra incluem ARK, a obra lúdica de Joel Shapiro, American People Series #20: Die, de Faith Ringgold, que faz referência a Guernica, a escultura Devil with Claws, de Germaine Richier, e, claro, as icônicas Campbell’s Soup Cans, de Warhol.

No 2 º andar: anos 1980 até hoje

Entre no universo da arte contemporânea internacional com algumas das exposições mais curiosas e inesperadas da galeria. Estamos falando de Deodorized Central Mass with Satellites, de Mike Kelley, uma espécie de galáxia que ocupa a sala inteira, formada por massas escultóricas feitas com brinquedos de pelúcia de brechó. Ou ainda Government Approved Home Fallout Shelter Snack Bar, de Michael Smith, uma instalação absurda que reúne rações, discos de vinil, vídeo e até um fliperama impossível de vencer. Há também uma excelente coleção dedicada ao trabalho de artistas negros contemporâneos.

Saindo para o exterior, você tem acesso ao Abby Aldrich Rockefeller Sculpture Garden. Também acessível pelo andar 1, esse espaço verde tranquilo, muito querido pelos nova-iorquinos, oferece bastante área para sentar e apreciar esculturas de Picasso, Rodin, Matisse, Maillol, Isa Genzken, entre outros.

Mais alguma coisa?

Se você estava atento, provavelmente está se perguntando o que há nos andares 1, 3 e 6, certo? A resposta é: muita coisa. A diferença é que, enquanto os andares 2, 4 e 5 concentram galerias mais densas, os demais têm um layout mais aberto. Ainda assim, há muito para ver. Não deixe de observar a escadaria Bauhaus que conecta os andares 1 a 3, por exemplo, nem as exposições temporárias que ocupam o amplo espaço do último andar. É também nesses níveis que se concentram a maioria das opções de alimentação, bebidas e compras. E já que falamos nisso…

 

Quero saber mais sobre as instalações do museu

 

The Modern
Com vista para o Abby Aldrich Rockefeller Sculpture Garden a partir do 1º, este restaurante de alta gastronomia serve pratos que, sinceramente, poderiam muito bem estar expostos em uma galeria. Vale se jogar nos menus Impressions ou Abstractions para viver a experiência completa de “comida como arte moderna”.

Terrace Café
Procura um ambiente mais familiar? Este queridinho do 6º é a escolha certa. Em um espaço cheio de arte e com vista para Midtown Manhattan, o café oferece pratos para compartilhar, saladas, sanduíches e outras opções leves.

Café 2
Também ideal para crianças, esta parada mais casual no 2º serve pizzas e massas em grandes mesas compartilhadas, perfeitas para uma pausa rápida e descomplicada.

Terrace 5
Petiscos de bar e coquetéis acompanhados de vistas inspiradoras e aéreas do jardim de esculturas.

MoMA Museum Store
Se você quer lembranças da sua viagem a Nova York que vão além do tradicional “I love NYC”, este é o lugar certo. Aproveite para encher a sacola — e a mala de mão — com gravuras, pôsteres, cartões-postais e outros itens exclusivos ligados às exposições.

MoMA Design Store
Bem em frente ao MoMA, a Design Store reúne uma seleção caprichada de objetos de decoração, peças criativas e produtos assinados por artistas. Se você sempre sonhou com um jogo de jantar em cerâmica com estampa inspirada em Matisse ou um chaveiro de crochê da Frida Kahlo, chegou ao lugar certo.

Quais as melhores oportunidades para fotos?

obras de arte moma nova york

Boa notícia: é permitido tirar fotos e gravar vídeos na maioria das galerias, desde que seja para uso pessoal e sem flash. Claro que dá vontade de registrar os grandes nomes de sempre, como Van Gogh, Monet, Picasso e Warhol. Mas sejamos sinceros: não é fácil fazer justiça a obras desse calibre usando apenas a câmera do celular, né?

Nossa dica? Garanta o ouro do Instagram nos andares 2 e 4, onde as pinturas e esculturas vibrantes do pós-guerra funcionam muito bem em fotos de detalhes e closes. Os enormes painéis do Rothko, as esculturas irreverentes de pelúcia do Mike Kelley e a obra ARK, do Joel Shapiro, rendem cliques incríveis.

Você também pode capturar formas geométricas e ângulos interessantes na Bauhaus Staircase. Já em dias de sol, o jardim de esculturas é perfeito para brincar com escala e sombra nas obras de Picasso e Rodin, além de registrar a imponente Rose II, da Isa Genzken, refletida na reluzente fachada de vidro do MoMA.

E após visitar o MoMA? Quais lugares posso visitar?

 

Lugares para visitar em Midtown Manhattan? Não, não conseguirmos pensar em nada. Nada mesmo. Zero.

É claro que estamos brincando. Você está praticamente no coração da ação aqui, se a sua ideia de ação inclui caminhadas pelos trechos ao sul do Central Park, subir rapidamente até o topo de alguns dos edifícios mais icônicos de Nova York com plataformas de observação no Empire State Building e no 30 Rock a menos de 30 minutos a pé, além de garantir selfies com celebridades de expressão séria no Madame Tussauds, então está no lugar certo.

Essas experiências essenciais de Nova York, junto com muitos outros tours, atividades e atrações imperdíveis, estão incluídas no The New York Pass®.

 

Experimente tudo o que a cidade de Nova York tem a oferecer com o The New York Pass®

 

Você está planejando sua viagem a Nova York? Com o The New York Pass®, você pode explorar marcos famosos, atrações populares — assim como atrações pouco conhecidas — e passeios épicos, tudo em um único passe, por um preço único. Além disso, você tem economia de até 50% em comparação com a compra de ingressos para atrações individuais.

Carolina Oliveira
Carolina Oliveira
Freelance travel writer

Carolina é tradutora de inglês, jornalista e aventureira nata. Em 2021 decidiu trocar a rotina corporativa pela vida nômade e de lá pra cá explorou mais de 30 países enquanto trabalha remotamente sem planos de parar. Exercita sua paixão por idiomas e viagem com Go City atuando como tradutora, localizadora e escritora de viagem ao trazer à vida histórias para o público de língua portuguesa brasileira. Adora cozinhar pratos que aprendeu na estrada, ler e tocar ukulelê. Além de português, fala inglês e estuda francês.

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